Onde você vai, ninguém sabe, ninguém conhece... Dimensão sete! um (re)começo?
---isso está tão bom quanto poderia estar...
E perder o eclipse que se passa em minh’alma? Eu não.. quero estar sã quando voltar a mim mesma, que –confesso!- estou com saudades dessa ‘adorável criança insuportável’ que sou, fui, e não reconheço há tanto tempo...
Imagino que tenha me perdido nalguma volta brusca, nalguma folha já amarelada, nalguma palavra desconhecida...
Curioso: sempre tive medo de me perder nas palavras, que já vi isso acontecer tantas vezes... estancar ali, diante da vírgula, do ponto, da palavrápice, sentindo o pulso frear, sentindo o ar quase faltar...e seguir... deleitando-me com as palavras todas, com cada pedacinho reproduzido ali, como um espelho quebrado...
Tenho medo, dizia, de seguir rápido demais, deixando-me ali, à beira do abismo que tive medo de saltar, diante do êxtase que, alguma vez, preferi contemplar que viver...
Lembro de quantas vezes quase me perdi na Alice, no Pequeno Príncipe, no Peter, nas personagens de Shakespeare. Quantas vezes tive de voltar e, calmamente, puxar pela mão essa criança em que me vi...
Por isso o medo: pois se não me suporto, tão mais odiosa é a solidão em que fico quando me dispenso...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
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