sábado, 12 de abril de 2008

**La mort n’exist pas’. A lira que Orfeu homem-dionísio empunha é arma. de suas

cordas nasce o ruído. Combustível da Música.

matéria-prima dos astros em

combustão. relâmpago.

*essa é a essência do homem. estrelas

despencando do céu. atrito. energia

força matriz. ausência.

após a colisão de sólidos: solidão. O

buraco aberto na altura dos olhos na

parede. As unhas e cavernas--- uma gárgula.

O negrume tem a medida da pupila. O

líquido luminoso escoa através dele

arrastando toda matéria pulsante

tornando mais denso o fluxo da voz. o

fluxo animal.

**acaba de ser construída a ponte. o

raciocínio

não é exato. Platão não sobreviveu aos

românticos.

Das entranhas fez-se o verbo. tudo

o que sonho sou eu.

Uma glabela de luz transpassa a pele

No miolo do homem se aloja outro homem.

Tudo que vejo sou eu. e a matéria

esparsa. só sólida ao toque de minha epiderme.

*** isto é um espelho. expirais. ruas. sem saída.

passos dentro da garganta.

canto no canto da voz: diplofonia.

Triturar o átrio. atrito de terra no útero

hirto: o aro raro. faca de Sal no silêncio

onde arde o Ventre do Vento.

** Sólidos são os dias que se materializam

em noites. e nuvens em metamorfoses

de cor e odor.

As retinas que latejam são movimento

dos astros que percorrem o espaço

Sem pensar em suas rotações.

Por isso grito e amplio esta paisagem

com minha dissonância de trevas.

Por isso sou primitivo como a pedra.

como o barro. como a raiz que se desprende

da planta e encravada no centro no planeta nutre-se de

fuligem. restos de insetos.

sáurios. Silêncio e morte. **


Ah! Fica pra próxima, que a enorme vontade de postar aqui já foi, agora deixe........................

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